domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Do ver ao vento
Os dias têm estado calmos, escuros e melancólicos. Eles têm combinado comigo em tudo. Acho que toda vez que o tempo muda, é uma tentativa dos deuses em mostrar para as pessoas meu estado de espírito. As tempestades que deveriam acontecer no céu, acontecem em mim e eu tenho receio de que a chuva possa me transbordar. Dizem que as chuvas de outubro são violentas e perigosas.
Logo eu, que nunca tive problemas em ser tempestade, ultimamente tenho sido brisa de praia e não quero deixar de ser. Quero ser vento para sempre. Vento leve e constante, que no rosto faz gelar com carinho e que nos cabelos não passa de uma brincadeira gentil. Acho que vento é felicidade. Não me espanta que ele não permita ser visto, é a estratégia da felicidade. A gente só se dá conta dela quando já passou.
Nessa brincadeira de ser vento, eu estou ventando sem muito destino. De lá para cá, torcendo vestidos e levantando saias, jornais e tudo que estiver pela frente. Vou enchendo bolas de festas infantis e subindo junto com elas.
sábado, 27 de agosto de 2011
Cutão
Fui fruta.
Pronto pra ser saboreado.
Fui livro.
Desejando toque.
Fui livro.
Desejando toque.
Fui travesseiro.
Seu rosto em mim.
Seu rosto em mim.
Fui relógio.
Esperei.
Fui Romeu.Esperei.
Morrer de amor.
Fui sapato.
Nos seus pés.
Fui liquidificador.
Rápido, turbulento.
Sou brisa do mar.
Serenidade.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Título
Ultimamente tenho vivido apenas em primeira pessoa.
Só os verbos de ação me atraem agora.
Esqueci o romantismo e os eufemismos da vida.
E só tenho tempo para o discurso direto.
Em mim, parece não haver mais espaço para metáforas.
Me casei de meios termos, sujeitos oculttos, subordinação, substantivos abstratos.
Quero o presente , o pretérito é mais que perfeito no passado...
VIVER , dissílabo simples nesse mundo de anacolutos.
Tão simples, não?
Reticências.
Só os verbos de ação me atraem agora.
Esqueci o romantismo e os eufemismos da vida.
E só tenho tempo para o discurso direto.
Em mim, parece não haver mais espaço para metáforas.
Me casei de meios termos, sujeitos oculttos, subordinação, substantivos abstratos.
Quero o presente , o pretérito é mais que perfeito no passado...
VIVER , dissílabo simples nesse mundo de anacolutos.
Tão simples, não?
Reticências.
domingo, 10 de abril de 2011
As palavras
Estão aqui, estão todas aqui
Estão?
Tão Fervilhantes, saltitando em mim
São células, tecidos, órgãos, sistemas
O que será que são?
Elas são todas eu, eu sou todo elas
Devora-me ou decifra-me?
De tanto que sou, me perco
De tudo que posso, esqueço
Posso ser tudo diante de tão pouco
E o mundo, esse lugar meu, parece tão pequeno
Culpa das maliciosas que me devoram
Que me confundem
O que será que são?
Estão?
Tão Fervilhantes, saltitando em mim
São células, tecidos, órgãos, sistemas
O que será que são?
Elas são todas eu, eu sou todo elas
Devora-me ou decifra-me?
De tanto que sou, me perco
De tudo que posso, esqueço
Posso ser tudo diante de tão pouco
E o mundo, esse lugar meu, parece tão pequeno
Culpa das maliciosas que me devoram
Que me confundem
O que será que são?
segunda-feira, 28 de março de 2011
2011
Sei lá ...só sei que está tudo errado.
ERRADO.
Você joga fora seu lixo.
Ele vira comida para alguém.
Você tem seu dinheiro.
Tinha. Está no bolso de outro.
E respeito e amor , não contam?
Respeito? Isso existiu um dia?
Devo estar sonhando...
Você fala estranho senhor... Quantas palavras antigas.
...
Sei lá ...só sei que está tudo errado.
ERRADO.
ERRADO.
Você joga fora seu lixo.
Ele vira comida para alguém.
Você tem seu dinheiro.
Tinha. Está no bolso de outro.
E respeito e amor , não contam?
Respeito? Isso existiu um dia?
Devo estar sonhando...
Você fala estranho senhor... Quantas palavras antigas.
...
Sei lá ...só sei que está tudo errado.
ERRADO.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Trevo
O problema é que as pessoas amam demais. Tem gente vendendo semente de amor em cada esquina que eu passo. Amor agora tem época e data para colher. Todo mundo ama tudo e qualquer coisa. Eta mania besta de banalizar sentimentos... Eu gosto daquele amor trevo de quatro folhas. Aquele raro. Aquele amor dos búzios e bola de cristal. Aquele para sempre que vai até os cabelos brancos.
Tenho necessidade de amar verdadeiramente e todo dia rego com ternura as raízes do trevo-amor.
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